Publicado por: Flavia Sbragia | 19/09/2010

A cidade de Leonardo

Depois da maravilhosa pizza (veja aqui) seguimos em direção à Vinci. Cidade do nosso cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e (ufa!) músico Leonardo, resumindo, o pai da Mona Lisa (Gioconda).

Já na estrada é um encanto, a vontade é parar em qualquer lugar para ficar admirando a paisagem. Subindo e descendo as colinas repletas de oliveiras e videiras já carregadas, esperando apenas completar seu ciclo natural para finalmente fazer parte da boa mesa italiana. Pegamos a A11, saindo na saída de Pistóia, pegando uma estradinha que dava na encantadora Vinci.

Passamos por várias outras cidadezinhas, Cantagrillo, Cetina, Larciano, enfim, tantas outras pequenas lembranças em nossos corações que apenas passamos, não as conhecemos realmente. Mas sim, merecem algum dia ter uma atenção especial.

Logo que chegamos nos encantamos com a cidade. Vinci é muito acolhedora. Uma cidade que como tantas outras sobe colina a cima, cheia de ladeiras onde percebemos suas sinuosas curvas, quem sabe as mesmas de Gioconda?

Subimos até um castelo, o que antigamente deveria ser a parte nobre da cidade. Hoje um museu todo dedicado ao seu ilustre habitante, Leonardo. Na verdade são dois museus, mas só podemos ver um deles, pois com o temporal do dia anterior, encontraram infiltrações indesejadas, mas nada que pusesse as maravilhas do mestre em risco.

No museu tem de tudo, desde as engenhocas fenomenais, que ficamos abismados em ver que alguém começou a pensar alguma coisa do nada, e a dar forma àquilo que pensava, até seus estudos anatômicos. Armas de guerra, que muitas vezes eram desenhadas por encomendas, mas que na prática as que poderiam ter alto índice de êxito em guerras não funcionavam passando por maquetes de helicópteros.

Mas e essa história de armas encomendadas que não funcionavam? Pois é Leonardo na verdade era uma homem pacifista, mas precisava de incentivos financeiros para os seus estudos e o que na época possibilitava isso era a arte da guerra, então ele juntou suas pesquisas e fez vários tipos de armamentos e aparelhos para a guerra, só que como não gostava dessas batalhas, as encomendas de armas poderosas que ele via o real potencial do que tinha elaborado não eram finalizadas corretamente. Assim ele cumpria a missão de entregar algum projeto mas na verdade eles tinham sempre algo que não os possibilitava funcionar plenamente.

Voltando ao museu, além das engenhocas e estudos super interessantes encontramos também nele, uma das vistas mais lindas da região. Lá do alto do castelo, há uma espécie de varanda onde podemos ver todos os terrenos ao entorno e ainda um pouco mais além, vales e colinas fazendo o pano de fundo daquilo que mais parecia uma pintura de Leonardo.

Deu para ver que Vinci é uma cidade especial, pequena em seu tamanho físico, mas que guarda uma grandeza em suas belezas. Não foi por menos que nela nasceu um dos que hoje é símbolo renascentista italiano.

*Fotos arquivo pessoal
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Responses

  1. Não foste na casa onde ele nasceu, em Anchiano? Abraços

    • Pois é Alessandro,
      depois do temporal do dia anterior vários lugares estavam fechados. Então não pude ir. Deixa para uma próxima. 😀


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