Publicado por: Flavia Sbragia | 18/09/2010

Uma manhã em Lucca

É de manhã, na noite anterior, Puccini, hoje Lucca. Ao longe víamos seu muro, que vontade de logo entrar por essa fortaleza e redescobrir uma cidade emocionante entre suas pedras.

Lucca cresceu, hoje à uma “Lucca fora” e uma “Lucca dentro”. Por fora vemos mais residências, grandes negócios, como supermercado, o estádio de futebol da minha querida Lucchese S.A. e tantas outras coisas que surgiram com o passar do tempo.

Mas para entrar na aura lucchesa você tem que transpassar as barreiras. Barreiras essas que parecem mais do tempo do que físicas. Escolha uma das seis portas do muro e descubra um mundo antigo. Nós escolhemos uma, bem perto de um estacionamento, fundamental, pois passear por Lucca é ou a pé ou de bicicleta. Carros só os moradores e ainda por cima em determinadas ruas, não todas.

Entramos, estacionamos. A primeira coisa a fazer, ver essa cidade linda de cima. Subimos no muro e encontramos várias pessoas fazendo caminhadas, correndo, andando de bicicleta. Era domingo e por mais que estivéssemos na época das grande férias, tinham muitos luccheses pela cidade misturados à grande quantidade de turista europeu.

Pronto, ar lucchese respirado, vamos andar pela cidade. Descemos do muro e caminhamos em direção à Piazza Napoleone, antes dela nos deparamos com um Mercado de pulgas. Não sabe o que significa? É o local onde são comercializados bens antigos, usados, e até alguns artesanais. Muito interessante ver aqueles móveis, quadros, objetos de decoração que mais pareciam ter saído do museu e ido diretamente para as barraquinhas.

Da Piazza Napoleone, fomos em frente até chegarmos nela, a Piazza San Michelle com sua majestosa igreja. A praça estava vazia, dia de missa, as igrejas cheias. Infelizmente esqueci de levar meu chale, não entramos nas igrejas. Estava quente e eu de blusa de alcinhas, para entrar era preciso que eu ao menos cobrisse os ombros. Deixa para a próxima.

De uma igreja a outra. Andamos até chegar na San Frediano. Estava com missa acontecendo na hora. No lado de fora, obras. Os italianos ao contrário de nós, preservam muito seu patrimônio histórico. Nada é velho e sim antigo, e fazem parte da vida da cidade, então devem sempre ser restaurados.

Para quem não conhece a San Frediano, recomendo que ao ir à Lucca, não deixe de visitá-la. Não sei como descrever ao certo, mas de fora, o que já parece um espaço grande, por dentro é maior ainda. Como se fosse um outro mundo. Sua estrutura foi feita para que durante o dia seu interior fosse bem iluminado com a luz natural.

E o que é estar em Lucca e não ir ver a Praça do Anfiteatro? Sua arquitetura ovalada, te envolve de um jeito que a vontade é de ficar por lá, bem no meio dela tentando imaginar o que se passa por dentro de cada janela que se abre para ela. Mas como se tivéssemos voltado no tempo e que o que tivesse por trás não fizesse mais parte do presente.

Antes do almoço, voltamos ao muro. Agora para darmos uma volta completa por ele. Admirando suas paisagens, Lucca dentro e Lucca fora. Horas com grandes árvores, horas com pequenos arbustos. Tantas imagens em apenas um pouco mais de 4Km. E tantas pessoas conversando, brincando, vivendo.

O cheiro estava ótimo, não pudemos não resistir, nosso almoço foi uma pizza. Maravilhosa confessemos. Depois dessa delícia, rumo à Vinci. Só que agora é assunto para outro post.

*Fotos do arquivo pessoal
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