Publicado por: Flavia Sbragia | 01/08/2010

Pietrasanta, a cidade dos artistas

Neste post falaremos de uma cidade situada na costa do norte da Toscana, Pietrasanta. Localizada no sopé dos Alpes Apuanos, é considerada a capital da Versilia*. Está distante a 3 km da costa, onde há a cidade Marina di Pietrasanta.

De origem romana, essa cidade medieval foi fundada em 1255 por Luca Guiscardo da Pietrasanta (daí vem seu nome), em cima da “Rocca di Sala”, uma fortaleza lombarda pré-existente no local.

Foi um dia parte da República de Gênova, entre os anos de 1316 e 1328, mas em 1331 tornou-se parte de Lucca até que em 1430 Genova tomou-a em seu poder novamente para enfim em 1484 os Médici, senhorios de Florença, a tomarem de vez das mãos dos genoveses. Somente em 1494 ela foi finalmente dada oficialmente pelo Papa Leão X aos Medici terminando assim as disputas pelo seu poder.

O século XV foi o mais marcante para a cidade, pois foi nele que a ela cresceu de importância devido à sua ligação com o mármore. Fazendo até com que Michelangelo, o grande artista, reconhecesse a beleza da pedra local.

Mas declinou severamente durante um surto de malária que perdurou pelos séculos XVII e XVIII. Mas em 1841, o Gão-duque da Toscana, Leopoldo II resolveu promover na cidade campanhas para a reconstrução da cidade. Foi nessa época que várias escolas de arte, especializadas em ensinar técnicas de escultura, principalmente em mármore, foram criadas na região.

Hoje ela é considerada juntamente com as cidades de Forte dei Marmi e Stavezza Stazzema, Vicariato de Pietrasanta e é muito visitada por artistas e escultores de todo o mundo que vão para lá tanto para visitar quanto para estudar. Os estúdios se misturam às pequenas lojas locais espalhadas pela cidade de traços ainda marcantes de sua época medieval.

Por mais que o nome Pietrasanta seja proveniente de um sobrenome nobre, podemos dizer que sim é uma Pedra (Pietra) Santa, pois atraí até hoje pequenos e grandes artistas, artesão, escultores e tantos outros que como Botero, Cascella, Folon , Marinsky, Messina, Mitoraj, vão, ou já foram algum dia, até a cidade para desfrutar de todo o seu “ar” cultural e inspirador.

Além de tudo é uma cidade que nasceu criativa, foi construída como um plano de tabuleiro simétrico. A partir do seu centro cada componente urbano foi posicionado com relação exata aos demais e sempre de acordo com a proporção de ouro. O melhor lugar para perceber essa exatidão é a fortaleza da cidade.

Então não deixem de fazer uma visitinha às mais diversas oficinas e também ao Centro Cultural Russo Luigi, Museo dei Bozzetti, Stagio Stagi Art Institute e Igreja de San Antonio Abate, entre outros.

*Fotos: eyeitalia.com, toscanaviva.com e italiannotebook.com
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Responses

  1. Maravilhosa pesquisa Flavia, como voce também descendo de italianos e meus bisavós eram dessa pequena e encantadora cidadezinha. Já estive lá há seis anos atrás e pretendo voltar este ano. Me deliciei com as lindas vielas,a imponente Igreja de pedra, os muros medievais que a circundam, e com todo um ar cultural que páira na cidade, desde as próprias esculturas e pinturas de Botero até as pequenas galerias de arte.Um sonho!


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