Publicado por: Flavia Sbragia | 04/07/2010

O Castelo Malaspina Fosdinovo e suas lendas

Quando muitas vezes pensamos em histórias medievais lembramos sempre dos grandes castelos, com seus reis e rainhas cheios de riquezas, com toda a nobreza.E em volta dessas grandes construções, pensamos sempre em um povo pobre, sofrido, que vive à margem de tanta riqueza.

Então podemos desenhar em nossas mentes a seguinte situação: Um castelo enorme, dentro dele o rei e a rainha ao seu lado com a nobreza em volta. Na parte de fora uma feira onde se vende de tudo, o povo trabalhando para o seu sustento enquanto que os guardas do reino passeiam por entre as pessoas. Coloquemos uns animais de pequeno porte como cabras, burros, galinhas e cachorros andando por entre essas gentes.

Pronto, nosso cenário para começar uma bela história já está montado, mas o que fazer para distinguir esse nosso castelo dos demais? O que ele pode ter de diferente que o faça mais imponente do que outros sem contar com seu tamanho? A aparencia talvez? Quem sabe se esse castelo fosse talhado na pedra? O que antes seria uma montanha hoje seria um castelo feito dela, nela. Perfeito.

Mas será que isso existe aqui na vida real? Ou melhor, fizeram isso na Toscana? Bem, na verdade tem um castelo, o chamado Malaspina Fosdinovo, que foi incrivelmente feito de misturas de arenito o que nos dá a nitida impressão de que ele foi realmente talhado em pedra.

Sua construção começou na segunda metade do século XII. Sua arquitetura consiste de um plano quadrangular, com quatro torres redondas, um bastião semicircular, dois pátios, corredores suspensos para ronda da guarda acima dos telhados, jardins suspensos, varandas e um posto avançado para a cidade, como se fosse uma barbacã*. Antigamente ainda havia uma ponte elevadiça na porta do castelo que levava direto a um pequeno pátio onde antigamente ficavam toda o poderio de defesa, como armas, etc e depois por um estreito caminho chega-se ao patio principal.

Dentro, o castelo é dividido por: em baixo, hall de entrada, sala de jantar com grande lareira, Sala do Trono, Grande Auditório com salas de estar adjacentes e a câmara da armadilha abaixo da câmara de tortura. No andar de cima inúmeras outras salas de jantar e, uma galeria ao lonfo do telhado onde é possivel ter uma linda panoramica dos arredores.

Por falar em camara de tortura, isso é o que não faltava no castelo, eram 3. Duas na galeria que dava para o orto e uma na torre do canto. No fundo delas haviam fileiras de facas grandes e pontiagudas que a partir de um mecanismo de mola eram ativadas assim que alguém caisse no alçapão. Não podendo, assim, fugir da morte.

Essa não era a pior tortura que havia no lugar, muitas outras formas de sofrimento podiam ser encontradas, mas não vamos aqui ficar falando de tanto sofrimento e sangue alheio derramado.

Mas o que dizer de um castelo? Toda a sua arquitetura carrega várias histórias que estão dentro da nossa história mundial. Batalhas romances, acordos e armações. Mas o que seria desse lugar sem um boa lenda? Histórias fantásticas que pairam entre a dúvida e a certeza. Com certeza o fascinio de muitos não seria tão grande.

E em Malaspina Fosdinovoo que não faltam são lendas. Vamos à algumas delas:

Diz-se que a “Marchesa Cristina Pallavicini”, uma mulher muito sensual e também pervesa, tinha aos pés de sua cama uma via que levava a uma das armadilhas do castelo e era por onde ela assassinava seus amantes.

Outro fato é que dizem que a mais antiga torre, que é a do leste, chama-se “Dante’s Room” pois serviu de domitório para o poeta durante seu período de exilio. E os afrescos do grande salão central retratam a antiga amizade entre Dante e Malaspina.

A mais famosa lenda provavelmente é a que fala sobre o amor entre os jovens Aloisia Bianca Maria, filha de Jacob Malaspina e George Olive e seu namorado. Eles queriam se casar a todo custo, no entanto seus pais eram contrários a esse matrimonio. Ia manchar o brasão da familia. Então ameaçaram trancar o jovem em um calabouço do castelo deixando-a a pão e água até que desistisse, mas eles não desistiram do amor. Então expulsaram ele da cidade e trancaram a jovem em um convento. No entanto ela não fez os votos decidida a realizar o romance. Sabendo disso, prenderam a jovem e a torturaram para assim ela se arrepender e deixar o amor de lado. Nem assim o sonho romantico se acabou. Então a menina foi trancada em um dos calabouços do castelo, sendo depois enterrada, murada, viva um junto com um cachorro, símbolo da fidelidade, e com um javali, simbolo da rebeldia.

Ainda hoje, tanto o espirito da menina quanto os gritos dos amantes da marquesa são comumente “vistos” e “ouvidos” por aqueles que lá trabalham ou já foram visitar. Essa parte já não posso dizer que é uma das atrações do castelo, mas que muita gente vai lá para ver se consegue ver alguma coisa, isso vai.

Mais informações sobre o castelo vocês encontram no site oficial.
Ele fica na Via Papiriana, 2, 54035 Massa-Carrara
Tel +39 0187/680013 | 0187/68891 39 | 39339 8894423

* A barbacã (do latim medieval “barbacana”), em arquitectura militar, é um muro anteposto às muralhas, de menor altura do que estas, com a função de defesa do fosso de uma fortificação, onde era oferecida a primeira resistência ao agressor. Também denomina uma fresta na muralha, aberta para possibilitar o tiro sobre o inimigo. (trecho tirado do Wikipédia)
Anúncios

Responses

  1. Amei esse post! Essas histórias antigas de castelos e amores sempre encantam a todos! Parabéns!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: