Publicado por: Flavia Sbragia | 08/05/2010

Uma história em Siena

Hoje vamos conhecer um pouquinho sobre minha história em Siena, na primeira vez que fui à Itália. Tudo aconteceu no ano 2000, quando ganhei uma bolsa de estudos que era em Siena durante o mês de Julho, verão lá e inverno aqui.

A cidade, que é muito conhecida pelo Palio, uma manifestação cultural que mais tarde falaremos que ocorre duas vezes ao ano, e também pelos seus deliciosos Panfortes (doce tradicional) é realmente linda. Sua parte antiga e mais propriamente a cidade em si, é rodeada por uma muralha. Fora dela há somente hotéis e pequenos negócios.

Foi a primeira cidade em que descobri que ruas paralelas se cruzam. Loucura? Não. É que o que parece ser paralelo não é na verdade, tudo ilusão de ótica. Lembro que para ir para o curso o primeiro caminho que me ensinaram eu tinha que seguir uma rua e lá depois de tantos passos eu fazia a curva e voltava por outra que parecia ser paralela àquela. Fiquei pensando, “Porquê não pegar uma transversal?” Um dia eu peguei e não cheguei onde queria, tive que voltar. Depois achei um caminho mais curto e mais obvio para a minha percepção e passei a fazê-lo todos os dias de aula.

Ah, esqueci de contar que no centro da cidade, a parte histórica, não se pode andar de carro, somente os moradores, por isso você vê as pessoas andando ou a pé ou de bicicleta. Carro mesmo só nos arredores.

Outras coisas curiosas em Siena que me lembro é que uma das lendas era que a pessoa que ainda não fosse formada, estivesse estudando ainda, não podia subir na Torre Del Mangia que fica na Piazza Del Campo. Com eu ainda estava na faculdade aqui no Rio, não pensei nem fiquei triste em não subir, vai que subindo eu não terminava? Deixei para uma outra ocasião e muito feliz, voltei cinco anos depois com meu atual marido e subimos enfim na Torre, só que agora sem preocupações.

Uma outra superstição é que quando há nas ruas dois obstáculos, como os nossos frades, não lembro como eles chamam aquilo, você deve passar por entre eles e não entre um deles e a parede. Eu ia passando quando um italiano pegou no meu braço e disse que eu não podia passar por ali e sim entre os “pinos” por que senão dava mal agouro. Não sou de superstições, mas como estava na terra dele, era melhor acatar do que acabar acontecendo alguma coisa. Essa entre outras tantas que correm por entre aqueles corredores medievais.

Observação: Coloquei fotos minhas tiradas na segunda vez que fui à Siena e na ocasião era inverno, fui em dezembro. Por isso o casaco e cachecol. Durante o verão, casaco nem pensar!!!

Continua amanhã…

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Responses

  1. ola Flavia fiquei ainda mais encantada com seus comentarios sobre este lugar maravilhoso…tbm sou descendente de italianos(PEZZINI)
    TALVEZ VC POSSA ME AJUDAR!!!
    Faço faculdade de enfermagem aki no Brasil e meu sonho e me especializar e ir para a Itália, o que vc me diz?preciso saber se o campo p trabalho é bom se tem opçoes enfim lugare para fica etc…ficarei grat se puder me responder….fica com Deus aguardo sua resposta.


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